Epidemiologia e controle de doenças infecciosas relevantes no Brasil.

Collaborative Course on Infectious Diseases
Harvard University and School of Medical Sciences of Santa Casa São Paulo

 

Participantes, institution of origin and site

Jequitinhonha

 

 

Alexandre Barcelos

Physioterapist

FIOCRUZ-MG

Jane Silva de Oliveira

MD

I.I. Emilio Ribas

Renata Davila Couto

MD

EPI-SUS/SP

Ana Luisa Chieffi

Pharmacist

Santa Casa

Deise Aparecida dos Santos

Biologist

EPI-SUS Brasília

Beatriz Yuko Kitagawa

Veterinarian

EPI-SUS/SP

Camille de Moraes

Biologist

EPI-SUS Brasília

Louise de Toledo Montesanti*

MD

Santa Casa

Araçatuba

 

 

Ana Luisa Gilbertoni Cruz

MD

I.I. Emilio Ribas

Daniel Cardoso de A. e Araújo

MD

EPI-SUS/SP

Danielle Bivanco de Lima

MD

Santa Casa

Felipe Teixeira de M.  Freitas

MD

I.I. Emilio Ribas

Michelle Cristina C. Brandi

Biologist

FIOCRUZ-MG

Leonardo da Silva

MD

Santa Casa

Wildo Navegantes de Araújo

Veterinarian

EPI-SUS Brasília

Tatiana Miranda Lanzieri

MD

EPI-SUS Brasília

 

Docentes Responsáveis:

- Mary E. Wilson (Associate Professor in the Department of Population and International Health of the Harvard School of Public Health)
- Felipe Fregni (Assistant Professor in the Department of Neurology of the Harvard Medical School) 
- Pedro Paulo Chieffi (Prof. Titular do Departamento de Ciências Patologicas da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa São Paulo)
- José Cássio de Moraes (Prof. Adjunto do Departamento de Medicina Social da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa São Paulo)
- Maria Amélia Veras (Profª Assistente do Departamento de Medicina Social da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa São Paulo)

O Curso é uma promoção conjunta da Universidade de Harvard  com a Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo. As vagas serão igualmente preenchidas por alunos selecionados pelas duas instituições. Por esta razão o curso será ministrado em inglês. 
Os alunos selecionados terão todas as despesas relativas a deslocamento, hospedagem e alimentação asseguradas.

Ementa:

A disciplina visa propiciar ao aluno as ferramentas para identificar e descrever  importantes doenças infecciosas prevalentes no Brasil; analisar criticamente os fatores socioeconômicos e ambientais associados com a alta prevalência e a distribuição geográfica dessas doenças; identificar algumas características da população, como, estado nutricional, imunidade, co-morbidades, graus de exposição associados com a epidemiologia da doença e o impacto desses fatores na morbidade e mortalidade.
Caracterizar com maior detalhamento os fatores associados a duas endemias – esquistossomose e leishmaniose - e analisar as estratégias de controle.

Duração: 80 horas

Período: 6 a 22 de janeiro de 2008 (incloui deslocamentos)

Estratégia pedagógica

Requisitos para inscrição:

- Ter concluído a graduação;
- Estar cursando pos-graduação stritu (mestrado, doutorado) ou latu senso (residencia, especialização, epi-sus) ou estar trabalhando em uma instituição de saude publica ou de pesquisa ou universidade
- Conhecimento de inglês suficiente para compreender e se comunicar, verbalmente e por escrito
- Ter disponibilidade de tempo integral para o curso durante as duas semanas

            O curso terá duração de duas semanas em tempo integral,.
Na primeira semana os alunos terão aulas expositivas sobre as principais endemias, visita a serviços encarregados do controle e do tratamento dessas doenças no Município de São Paulo. 
Na segunda semana os alunos serão divididos em dois grupos:

  1. Estudo da  esquistossomose em Jequitinhonha, Minas Gerais  Os alunos visitarão e entrevistarão pacientes , visitarão unidades de saúde e entrevistarão autoridades para caracterizar os fatores que desempenham papel importante na prevalência da doença nesta região
  2. Estudo da leishmaniose em Araçatuba, São Paulo. Os alunos participarão nas diversas atividades do programa de controle. Visitarão unidades de saúde e entrevistarão as autoridades para caracterizar os fatores que desempenham papel importante na prevalência da doença nesta região.

Conteúdo programático

  1. Epidemiologia e programas de prevenção de doenças infecciosas no Brasil
    1. Aspectos demográficos
    2. Distribuição espacial das doenças
    3. Sistema de Saúde do Brasil (SUS)
    4. Prevenção e controle no Brasil
  2. Epidemiologia e características de algumas doenças infecciosas
    1. Hepatites Virais
    2. Dengue e febre antela
    3. HIV e interação com outros patogenos
    4. Leptospirose
    5. Tuberculose
    6. Hanseníase
    7. Paracoccidomicose
    8. Malaria
    9. Doença de Chagas
    10. Esquistossomose
    11. Cisticercose
    12. Visitas a Hospitais, Centro de Saúde,  SUCEn

 

  1. Estagio de campo nos Estados de Minas Gerais  São Paulo
    1. Esquistossomose
    2. Leishmaniose

Avaliação:

  1. participação em classe
  2. participação no trabalho de campo
  3. apresentação oral  e relatório escrito sobre os achados do trabalho de campo e proposição de medidas de controle para reduzir a prevalência e controle da transmissão da doença

Bibliografia

  1. Camargo, M.E,; Silva, G.R.; Castilho, E A & Silveira, A C. Inquérito sorológico da prevalência da infecção chagásica no Brasil, 1975/1980. Rev. Inst. Med. trop. S.Paulo 26: 192-204, 1984.
  2. Dias, J.C.P.; Machado, E.M.M.; Fernades, A L. & Vinhaes, M.C. Esboço geral e perspectivas da doença de Chagas no nordeste brasileiro. Cad. Saúde públ. 16(Supl. 2): 13-34, 2000.
  3. Assis, G.F.M.; Azeredo, D.V.M.; Carbajal de la Fuente, A L.; Diotaiuti, L.& Lana, M. Domiciliation of Triatoma pseudomaculata (Corrêa e Espínola 1964) in the Jequetinhonha Valley, State of Minas Gerais. Rev. Soc. Brás. Med. Trop. 40: 391-396, 2007.
  4. Costa, C.H.N.; Tapety, C.M.M. & Werneck, G.L. Controle da leishmaniose visceral em meio urbano: estudo de intervenção randomizado fatorial. Rev.  Soc. Bras. Med. Trop 40: 415-419, 2007.
  5. Shaw, J. The leishmaniasis – survival and expansion in a changing world. Mem. Inst. Oswaldo Cruz 102: 541-547, 2007.
  6. Ashford, R.W. The leishmaniasis as emerging and reemerging zoonoses. Int. J. Parasit.30: 1269-1281, 2000.
  7. Dujardin, J.C. Risk factors in the spread of leishmaniasis: towards integrated monitoring? Trends Parasit. 22: 4-6, 2006.
  8. Gargani, A S.; Hodjati, M.H.; Mohite, H. & Davies, C.R. Effect of inseticide-impregnated dog collars on incidence of zoonotic visceral leihmaniasis in Iranian children: a matched-cluster randomized trial. Lancet 360: 374-379, 2002.
  9. Peterson, A T. & Shaw, J. Lutzomyia vectors for cutaneous leishmaniasis in Southern Brazil: ecological niche models, predicted geographic distributions and climate change effects. Int. J. Parasit. 33: 919-931, 2003.
  10. Chan, M.S. The global burden of intestinal nematode infection – fifty years on. Parasit. Today 13: 438-443, 1997.
  11. Ferreira, M.U.; Ferreira, C.S. & Monteiro, C. A Tendência secular das parasitoses intestinais na infância na cidade de São Paulo (1984-1996). Rev. Saúde públ. 34 (Supl.): 73-82, 2000,
  12. Luna, E.J.A A emergência das doenças emergentes e as doenças infecciosas emergentes e reemergentes no Brasil. Rev. Brás. Epidemiol. 5: 229-243, 2002.
  13. Pereira, M.H.; Gontijo, N.F.; Guuarneri, A A, Sant’Ánna, M.R.V. &Diotaiuti, L. Competitive displacem,ent in triatominae: the Triatoma infestans success. Trends Parasit. 22:516-520, 2006.
  14. Alvar, J.; Yactayo, S. & Bern, C. Leishmaniasis and poverty. Trends Parasit. 22: 552-557,2006.
  15. King, C.H.; Sturrock, R,F.; Kariuki, H.C. & Hamburger, J. Transmission control for schistosomiasis – why it matters now. Trends Parasit. 22: 575-582, 2006.
  16. Schofield, C.J.; Jannin, J. & Salvatella, R. The future of Chagas disease control. Trends Parasit. 22: 583-588, 2006.
  17. Tanner, M. Evaluation of public health impact of schistosomiasis. Trop. Med. Parasit. 40: 143-148, 1989.
  18. Stothard, J.R. & Gabrielli, A F. Schistosomiasis in African infants and preschool children: to treat or not to treat? Trends Parasit. 23: 83-86, 2007.
  19. Friedman, J.F.; Mital, P.; Kanzaria, H.K.; Olds, G.R. & Kurtis, J.D. Schistosomiasis and pregnancy. Trends Parasit. 23: 159-164, 2007.
  20. Murray HW, Berman JD, Davies CR, Saravia NG. Advances in leishmaniasis. Lancet 366(9496):1561-77, 2005.
  21. Gramiccia M, Gradoni L. The current status of zoonotic leishmaniases and    approaches to disease control. Int J Parasitol 35(11-12):1169-80, 2005.
  22. Silveira FT, Lainson R, Corbett CE. Clinical and immunopathological spectrum of American cutaneous leishmaniasis with special reference to the disease in Amazonian Brazil: a review. Mem Inst Oswaldo Cruz  99(3):239-51, 2004.
  23. Gryseels B, Polman K, Clerinx J, Kestens L. Human schistosomiasis. Lancet 368(9541):1106-18, 2006.
  24. King CH, Dickman K, Tisch DJ. Reassessment of the cost of chronic helmintic infection: a meta-analysis of disability-related outcomes in endemic schistosomiasis. Lancet  365(9470):1561-9, 2005.
  25. Coura JR, Junqueira AC, Fernandes O, Valente SA, Miles MA. Emerging Chagas disease in Amazonian Brazil. Trends Parasitol 18(4):171-6, 2002.
  26. Dias JC, Silveira AC, Schofield CJ. The impact of Chagas disease control in Latin America: a review. Mem Inst Oswaldo Cruz 97(5):603-12, 2002.
  27. Kvalsvig, J.D.; Cooppan, R.M. & Connolly, K.J. The effects of parasite infections on cognitive processes in children. Ann. Trop. Med. Parasitol.  85: 551-68, 1991.
  28. Huang, Y. & Polderman. A.M. Schistosomiasis and the social patterning of infection. Acta trop.  51: 175-94, 1992.
  29. Barreto, M.L. Geographical and socioeconomic factors relating to the distribution of Schistosoma mansoni infection in an urban area of north-east Brazil. Bull. Wld Hlth Org. 69: 93-102, 1991.
  30. Silva, L.J. Desbravamento, agricultura e doença de Chagas no estado de São Paulo. Cad. Saúde públ.  2: 124-40, 1986.
  31. Utzinger, J. & Keiser, J. Urbanization and tropical health – then and now. Ann. Trop. Med. Parsitol.  100: 517-33, 2006.
  32. Patz, J. A. & Olson, H. Climate change and health: global to local influence on disease risk. Ann. Trop. Med. Parasitol.  100: 535-49, 2006.